Sobre
Cláudia Serrenho
Uma vida dedicada a compreender o comportamento humano — ao nível científico, espiritual e fisiológico.

Cláudia Serrenho é formada em Terapia Gestalt, o estudo da psicologia aplicada ao setting terapêutico individual e em grupo.
O seu método de trabalho como terapeuta, que tem desenvolvido e utiliza na sua prática, integra e fundamenta-se na investigação científica de neurocientistas e psiquiatras, nomeadamente Carl Gustav Jung, Bessel van der Kolk e Fritz Perls, psicólogos como Peter Levine, Violet Oaklander e Stephen Porges, e investigadores e terapeutas como Pat Ogden e Tara Brach. O seu trabalho interliga o diálogo através da investigação fenomenológica, visando alcançar a necessária consciência da experiência presente de cada pessoa, utilizando exercícios que interconectam o diálogo psicoterapêutico, Mindfulness, Yoga e Artes.
O seu objetivo é capacitar cada pessoa a obter a consciência necessária para melhorar a sua saúde mental e física, sentir alegria, conexão social e viver com maior bem-estar — sabendo usar o autoconhecimento emocional em qualquer situação, seja nas relações familiares, em desafios maiores ao nível da doença física, em dificuldades conjugais ou em processos de luto.
A aplicação prática e a integração da Teoria Polivagal, desenvolvida pelo cientista norte-americano Stephen Porges, PhD, tem sido um ponto central da sua investigação e uma das bases do seu trabalho, juntamente com a obra de Carl Gustav Jung, Richard Schwartz (fundador do Internal Family Systems) e Fritz Perls (fundador da Terapia Gestalt).
Com origens alentejanas, de Évora e Pavia, foi estudar para Lisboa em 1992, no IADE, mas nunca deixou de apreciar os pôr do sol das planícies do Alentejo e as lições de vida da sua experiência com os antepassados de Pavia. Em 2006 saiu de Lisboa para viver nos EUA e na Bélgica, regressando a Portugal doze anos depois. Durante esse período aprofundou o conhecimento da língua inglesa, visitou centros de arte e estudou de forma autónoma a meditação aplicada ao Mindfulness e a psicologia.
Viver fora de Portugal foi uma oportunidade de experienciar novas culturas e de entender melhor as diferentes formas de estar na vida. Os seus três filhos passaram por escolas em diferentes línguas e países, e foi acompanhando-os — ajudando-os a integrarem-se e a viverem com o menor dano emocional possível — que considera ter aprendido mais sobre como abordar de forma saudável os diferentes estados emocionais de crianças e jovens.
Mudar de país é considerado, ao nível médico e científico, um causador de stress semelhante a certos processos de luto. Ao experienciar essa realidade na primeira pessoa, estudou muito de forma autónoma e concretizou estratégias de suporte emocional bem-sucedidas, que permitiram aos filhos transpor barreiras de comportamento, de língua e de adaptação social.
Esteve num retiro num mosteiro budista na Ericeira, onde aprendeu a arte de meditar em silêncio e entendeu como fazer a ponte entre o conhecimento científico e intelectual e a integração do corpo — não só ao nível espiritual, mas também fisiológico. Iniciou a prática da meditação ainda na universidade e nunca mais a abandonou.
Cláudia estudou artes no início do seu percurso e tem pintado ao longo da vida. Aprendeu a usar a tela como forma de expressão do seu mundo interno, um suporte seguro para conferir uma narrativa ao que acontece no plano privado do estado emocional. A obra que lhe abriu os olhos para o significado da arte foi a Guernica de Picasso, vista pela primeira vez aos vinte e poucos anos, no museu Rainha Sofia, em Madrid.
Em 2018 foi estudar na APG — Associação Portuguesa de Gestalt. A Terapia Gestalt, fundamentada no trabalho do Dr. Fritz Perls (1950), tem como influências a análise de Carl Gustav Jung, a obra de Freud, o holismo, a pesquisa fenomenológica e a teoria de campo de Kurt Lewin. O foco é a experiência vivida de cada pessoa, atendendo sempre a como o sofrimento é experienciado de forma individual e única.
O sofrimento é individual e nunca deve ser comparado. Da experiência vivida resulta uma memória corporal, que existe de forma inconsciente na mente, na musculatura e no sistema nervoso. Integrar o corpo neste processo — e não dividir a mente do resto do corpo — é um caminho essencial na psicoterapia.
A ponte necessária a transpor quando se experiencia ansiedade e sofrimento é possível. Ninguém tem de viver um momento difícil sozinho. Procurar ajuda é o primeiro passo. No consultório da Cláudia Serrenho é recebido e acolhido exatamente como está a viver a vida neste momento, sem julgamento, porque a compreensão com empatia e o suporte são as bases fundamentais do seu método terapêutico.
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